ansiedade normal

Ansiedade Normal X Ansiedade Patológica

Nos últimos anos, a saúde mental se tornou um tema de grande discussão e de maior preocupação para a maioria das pessoas. Um ponto recorrente nesse tema é o Transtorno de Ansiedade, com muitas pessoas reportando essa dificuldade em clínicas.

Porém, existe uma diferença entre a ansiedade considerada normal e natural e aquela que se configura como uma patologia.

Acompanhe e entenda melhor as diferenças entre ansiedade normal e ansiedade patológica.

Ansiedade normal

Algo importante a se estabelecer é que o sentimento de ansiedade não é necessariamente sinal de transtorno ou adoecimento psicológico. A definição usual do termo se refere a um mal-estar físico e/ou psicológico, uma aflição caracterizada pela antecipação. No dia a dia, é usado como sinônimo de inquietação, impaciência ou similares.

Ter episódios de ansiedade causados por alguma situação específica, como um grande evento, uma entrevista de emprego, diagnóstico de uma doença, entre outros, é normal. Ocasiões que causam medo ou podem ter grande impacto em sua vida futura sempre vão afetar seu comportamento e suas emoções.

Patologizar uma experiência tão comum do ser humano pode ter efeitos ainda mais negativos na saúde mental. Por isso, é importante contar com a opinião de um profissional e jamais recorrer à automedicação.

Ansiedade patológica

Por outro lado, existem os transtornos de ansiedade, os quais representam uma ansiedade patológica. Para diferenciar uma ansiedade considerada comum de uma adoecedora, ela deve se enquadrar em alguns critérios.

Primeiro, a reação causada pelo transtorno de ansiedade deve ser muito intensa em comparação com o evento desencadeador. Como mencionamos, existe um nível de reação esperado diante de situações desagradáveis ou imprevisíveis.

Segundo, é necessário descartar todas as outras causas plausíveis, como um evento presente, efeito colateral de substâncias, desregulação hormonal, entre outros. Se for identificada uma causa, então ela deve ser tratada separadamente.

Terceiro, os sintomas da ansiedade devem proporcionar angústia e perturbação para o paciente. Quando não há incômodo geral causado pela ansiedade, há menos chances de que ela seja patológica.

Quarto, ela tem um impacto na funcionalidade do paciente. Ou seja, devido ao sentimento de inquietação, há maior dificuldade para cumprir suas tarefas e para cuidar de si mesmo. Se esse é o caso, a ansiedade causa problemas mais visíveis.

Quinto, o quadro é persistente por um período prolongado. Em casos não patológicos, a expectativa é de que o sentimento de ansiedade, assim como os sintomas, desapareçam espontaneamente algum tempo após sua causa.

Estar atento aos sintomas é fundamental para quem passa por essa experiência, pois a ajuda profissional contribui bastante com seu tratamento. Tanto para trabalhar as questões que levam ao transtorno quanto para identificar a necessidade de medicamentos.

Tenha em mente, também, que cada indivíduo reage a situações e eventos negativos de formas diferentes. Mesmo que os sintomas não sejam sempre os mesmos ou que mais de uma pessoa tenha passado pela experiência, ainda é necessário considerar a particularidade de cada indivíduo no diagnóstico.

Tipos de ansiedade patológica

Para auxiliar em sua identificação, assim como em seu tratamento, os transtornos de ansiedade são divididos em várias subcategorias de acordo com a forma como se manifestam. Os principais tipos devidos pelo DSM-5 são:

  • agorafobia: medo de ficar em uma situação de exposição sem um método claro de fuga ou sem possibilidade de auxílio, geralmente ocorre em concomitância com a síndrome do pânico;
  • estresse pós-traumático: reação de medo ou estresse associada a um evento traumático opressivo, cujas memórias são revividas de forma intrusiva e recorrente, podendo haver pesadelos, flashbacks, entre outros sintomas;
  • fobias específicas: reação intensa e irracional de medo em relação a um objeto ou circunstância específica;
  • transtorno de adaptação: ansiedade excessiva, que apresenta uma causa clara e identificável, com persistência prolongada;
  • Transtorno de Ansiedade Generalizado: o TAG é o sentimento de preocupação persistente em relação a vários eventos comuns do dia a dia, sem ter um foco ou gatilho específico;
  • Transtorno de Ansiedade Social: medo de se expor diante de outras pessoas, especialmente em situações que envolvem avaliação ou julgamento por parte de terceiros;
  • Transtorno de Estresse Agudo: o TEA diz respeito a um período de intensa recordação de um evento traumático, de forma invasiva, que ocorre geralmente nas primeiras semanas após o trauma;
  • Transtorno de Pânico: caracterizado pela ocorrência repetida de ataques de pânico, períodos curtos de intensa angústia e/ou medo.

A identificação de cada um desses transtornos deve ser baseada na opinião de um profissional de psicologia. Nos casos em que pode haver um fator físico envolvido, como desequilíbrio hormonal ou uma doença persistente, também é recomendado buscar um psiquiatra.

Este é um assunto importante, tendo em vista que não tratar a ansiedade patológica pode tornar o problema ainda mais grave. Por outro lado, achar que uma ansiedade normal é uma doença pode trazer muitos danos.

Por isso, busque sempre ajuda profissional quando houver dúvidas. E se quiser compartilhar sua opinião ou perguntas, deixe seu comentário!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *